quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Governo investe na reestruturação de centros de atendimento a pessoas com deficiência visual

(Reprodução: Planalto Brasília-DF, 06/01/2012)

Segundo o MEC, também foram investidos R$ 3,2 milhões em financiamento de livros didáticos, paradidáticos e complementos para alunos com deficiência visual, matriculados em turmas regulares.

da Redação
O governo federal investiu de 2009 a 2011 recursos de R$ 5,7 milhões para a reestruturação e a modernização dos 55 Centros de Apoio Pedagógico para o Atendimento à Pessoa com Deficiência Visual (CAP) e do Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille (NAPPB). Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação, na quarta-feira (4), data em que é comemorado o Dia Mundial do Braile. O braile é um dos principais meios de acesso das pessoas com deficiência visual à leitura e à escrita.

Com o objetivo de promover o atendimento educacional especializado, no contraturno escolar, em 2009 e 2010, foram montadas 2.125 salas de recursos multifuncionais tipo II, com recursos de acessibilidade para os alunos com deficiência visual. Está prevista para 2012 a distribuição de 1.500 conjuntos de acessibilidade específicos às escolas com matrícula de alunos com deficiência visual. O total do investimento dessa ação ultrapassa R$ 26 milhões.
A partir de 2012, as Secretarias Estaduais de Educação poderão capacitar educadores para produção de material acessível para estudantes com deficiência visual e para o atendimento educacional especializado. Uma vez identificada a carência desses profissionais, o estado poderá oferecer cursos por meio do Plano de Ações Articuladas (PAR), do MEC.
Segundo o MEC, em 2009 e 2010 foram produzidas e distribuídas 88.321 obras em braile às escolas regulares. Os livros acessíveis são escolhidos com base no Guia de Livros Didáticos pelas escolas regulares dos sistemas de ensino e pelos professores, com base na proposta pedagógica da escola. Quando ocorrem matrículas de pessoas com deficiência visual, é solicitada automaticamente a produção e o envio do livro em braile para o aluno cego, que deve ser o mesmo adotado para o restante da turma.
MECDaisy
O MECDaisy, programa de computador brasileiro que permite converter textos no formato internacional Daisy (Digital Accessible Information System – Sistema de Informações Acessíveis Digitais), traz o sintetizador de voz, ou narrador, e instruções de uso em português brasileiro. A versão nacional foi desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por solicitação do MEC.
Após a conversão, o MECDaisy permite manusear o texto sonoro de maneira semelhante ao texto escrito, como folhear, consultar o índice, pesquisar e adicionar comentários. O programa [http://intervox.nce.ufrj.br/~mecdaisy/windows/] pode ser obtido gratuitamente pela internet.
Em 2012, estarão em produção 228 títulos de obras didáticas do quinto ao nono ano do ensino fundamental em formato MECDaisy. Já estão concluídas 126 obras para distribuição a alunos com deficiência visual, matriculados nas redes regulares de ensino, segundo o censo de 2010.
Para garantir a acessibilidade, entre 2009 e 2011 foram entregues às escolas com alunos com deficiência visual do quinto ao nono ano 3.756 laptop acessíveis.


Começando 2012 com o pé direito!!

Em 2012, o NovoIPC ampliará  sua esfera de atuação, abrindo frentes na área de Arte e Cultura e investindo no desenvolvimento e consolidação de novas metodologias de atuação na área de Educação. Para isso estamos articulando com novos parceiros, já fechamos a apoio do "Criança Esperança", desenvolvido pela Rede Globo/ UNESCO (foto) e também com a PUC/PR - Escola de Humanidades para oferecer Curso de Espanhol.  Estamos na fase final do processo de seleção de uma Fundo de Apoio Internacional  com o Projeto "Teatralizando a Educação".  Todos esses projetos já estão em fase final de negociação e deverão ter as suas atividades a partir do início de fevereiro de 2012.
 De acordo com o Diretor Administrativo do IPC, o Professor Enio Rodrigues, a confiança desses novos parceiros é uma demonstração de que o IPC está no rumo certo em seu processo de reestruturação. Com esses projetos, a instituição amplia a oferta das possibilidades de formação às pessoas cegas e de baixa visão, abrindo o caminho para que outros parceiros também possam encontrar no NovoIPC mais uma alternativa de investimento social comprometido com a inclusão social das pessoas com deficiência visual.