domingo, 21 de setembro de 2014

CAPACITAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO PESSOAL




Com a colaboração da Ação Social para a Igualdade das Diferenças - ASID e da CATUETE, o  Instituto Paranaense de Cegos (IPC) realizou com a presença de todos os seus colaboradores, um momento de capacitação focado no desenvolvimento de pessoas.

Duas profissionais da CATUETE, empresa especializada neste tipo de treinamento, estiveram no IPC nos dias 18 e 20 da semana  passada e aplicaram as dinâmicas com cerca de 55 colaboradores da organização.

Com este trabalho, a direção do IPC espera atingir dois objetivos.

Primeiramente, melhorar as relações profissionais de trabalho entre os seus colaboradores e, com isto, concentrar energias coletivas naquilo que se constitui a missão da instituição: prestar serviços especializados com qualidade às pessoas cegas ou com baixa visão.

Esta atividade marcou o início de um projeto desenvolvido pela ASID no interior do IPC, cujo foco é justamente potencializar os colaboradores para potencializar as ações da organização.

Dia da Família na Escola

Em Agosto (30) ocorreu na Escola Professor Osny Macedo Saldanha o “Dia da Família na Escola”. O evento começou com uma reunião com os pais dos alunos do Ensino Fundamental. Foram promovidas uma apresentação teatral e atividades recreativas envolvendo todos os alunos (crianças, jovens e adultos) com seus familiares.


O teatro encenado por alunos do Ensino Fundamental, os quais manipulavam fantoches confeccionados especialmente pra esta apresentação explicava aos seus familiares o papel da gralha azul e outros animais silvestres no desenvolvimento da mata das Araucárias, tema que está relacionado ao Projeto Gralha Azul das Atividades da Vida Autônoma (Projeto Mãos à Horta).



Abertura Teatro






Foi uma tarde muito agradável e divertida, de muita cooperação entre alunos, familiares e professores, os quais participaram de uma gincana.

Gincana


Prova de Troca de Roupa






Prova da Garrafa





Prova do Balão (Homem Grudento)








Apesar do início competitivo entre as equipes, a dinâmica utilizada pelos professores fez com que os participantes ajudassem uns aos outros transformando a gincana numa descontraída brincadeira.


Para encerrar as atividades num clima propício a alternativa foi realizar um piquenique com refeições leves. Em todas as brincadeiras houve a preocupação com o bem estar dos participante, a agilidade na troca das provas e a acondicionamento do lixo produzido por todos. As famílias, além de se divertirem muito, observaram o quanto é importante o papel de cada um na construção do conhecimento e autonomia das pessoas com deficiência visual.

Famílias!























Equipe de Professores e Funcionários!



sábado, 20 de setembro de 2014

BENGALAS PARA CEGOS


Na quinta-feira, dia 18/09, três representantes do Instituto Paranaense de Cegos (IPC), estiveram reunidos com o Secretário Municipal da Saúde de Curitiba.

Entre outros assuntos da pauta, destacamos aqui aquele que diz respeito as bengalas articuladas. As bengalas de uso das pessoas cegas na sua locomoção independente, devem ser distribuídas pelo Sistema Único de Saúde - SUS.

Acontece que nem em Curitiba e nem mesmo nos outros municípios do Estado, este direito vem sendo respeitado. Trata-se de um instrumento rudimentar, de baixo custo e de fácil distribuição, se houvesse vontade política dos governantes.

Por isso, uma das sugestões deixadas pelos representantes do IPC, na audiência, foi que a Secretaria Municipal de Saúde compre as bengalas através de processo público licitatório. Uma vez compradas, essas bengalas devem ser repassadas diretamente para as instituições/serviços públicos que prestam atendimento na área visual.

Essas instituições/serviços distribuem as bengalas sem a necessidade das pessoas cegas passarem por médico oftalmologistas e outros técnicos. Esta é a maneira emergencial de garantir este direito "driblando" a burocracia e a morosidade da máquina.

De acordo com a opinião do Prof. Enio, diretor do IPC, as bengalas são como medicamento de uso continuo. Se esses medicamentos estão a disposição dos usuários na rede de saúde, as bengalas também deveriam estar e o acesso deveria ser facilitado.



Posteriormente, na sexta-feira, dia 19/09, nas dependências da biblioteca da Escola Osny Macedo, representantes do Instituto Paranaense de Cegos (IPC) e da Secretaria de Estado da Saúde, estiveram reunidos com o propósito de discutir a implementação de um serviço que garanta a distribuição das bengalas articuladas às pessoas cegas de Curitiba e região metropolitana.


 Aparentemente, a proposta apresentada pela Secretaria de Saúde consegue atender as necessidades já a muito tempo reivindicadas pelas pessoas cegas desta e outras regiões do Estado.


 Num primeiro momento, a proposta será testada na região metropolitana e, dependendo da avaliação, depois, poderá ser ampliada para outras regiões.


 Para dar conta da distribuição das  bengalas, a Secretaria Estadual da Saúde, através do Consórcio Regional de Saúde, vai lançar edital público de habilitação de serviço que, de acordo com as regras e normas estabelecidas no edital, proponha-se a entregar a quantidade de bengalas, de acordo com a demanda da região de abrangência do Consórcio.


 Para facilitar a distribuição, as pessoas cegas que necessitam das bengalas, não precisarão deslocar-se até a sede do Consórcio. O próprio IPC irá preencher os dados constantes na guia de solicitação e depois transmitirá ao Consórcio que providenciará a compra das bengalas. Posteriormente, as bengalas serão entregue às pessoas cegas no próprio IPC.


 Na reunião, ficou agendado outro momento entre os representantes do IPC e da Saúde, desta vez, será discutido as especificações das bengalas que deverão constar do edital.


 De acordo com a opinião dos representantes do IPC, não se trata de qualquer bengala. Com o valor de 45 reais disponibilizado pelo SUS, para a compra de uma unidade, é possível pensar na compra e distribuição de bengalas de boa qualidade.


 Para os representantes do IPC que participaram da reunião, se concretizada como exposta, o plano da Secretaria Estadual da Saúde, poderá solucionar o problema da distribuição das bengalas articuladas, conforme previsto na legislação.


 No entanto, eles também deixaram claro que a distribuição das bengalas se constitui apenas numa pequena parte do processo de reabilitação visual, conforme previsto nas normatizações já instituídas pelo Ministério da Saúde.


 O relato das duas reuniões realizadas, respectivamente, com a Secretaria Municipal e a Secretaria Estadual da Saúde, será feito numa plenária que acontecerá no próximo dia 26 (sexta-feira) nas dependências do próprio IPC.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Votação do PL 335 que trata do Estatuto da Pessoa com Deficiência


Prezados e Prezadas

Como já deve ser de seu conhecimento, hoje, dia 15/09, estará em
primeira votação o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Na votação de
amanhã será apreciado apenas  constitucionalidade do Projeto.

Mas é para TERÇA-FEIRA, dia 16/09, que precisamos mobilizar nosso povo
pra virem participar das duas sessões. É neste momento que será
apreciado o mérito e nossas propostas apresentadas na Audiência e
sistematizadas na Comissão. Mobilizem suas representações para que
possamos ter um bom público e garantir que o debate feito seja, de fato
acatado. O Deputado Professor Lemos conta com o apoio, a divulgação e a
presença de todos e todas.

Repetindo, contamos com sua presença e colaboração na mobilização do
povo para as votações de TERÇA-FEIRA, dia 16/09, às 14:30 horas.
Forte abraço.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A OAB E A DIGNIDADE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Neste último dia 03/09, participei de um Seminário intitulado: "A OAB E A DIGNIDADE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA", realizado na sede central da Ordem dos Advogados  do Brasil, seção Paraná.


O seminário focou em três casos de pessoas com múltiplas deficiências e síndromes raras, demonstrando a partir do relato das famílias, o quão o poder público, nos seus três níveis e esferas de governo, é negligente no atendimento das necessidades específicas dessas pessoas.

 Lá estavam os representantes da Secretaria de Saúde do Estado e do Município de Curitiba, da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, do Ministério Público do Paraná, além de outros envolvidos no assunto.

 Com muita tristeza, ali vi o poder público verdadeiramente nu, diante dos questionamentos e das respostas evasivas dos representantes governamentais. Nada de mais e de novo, para quem já milita na área e também já está escaldado com as explicações ocas que são muito comuns nesses momentos.

 No entanto, nesta oportunidade, eu quero tomar emprestado uma observação feita pela representante do Ministério Público, a Dra. Rosana Bevervanço, onde depois de assistir os vídeos relatando os casos, afirmou que o Brasil vive uma tremenda contradição, pois, se de um lado, tem uma das legislações mais avançadas do mundo, por outro, o Estado brasileiro ainda é medieval. Ela finalizou dizendo que venha o iluminismo.

 Eu estou plenamente de acordo com as palavras da representante do MP, mas com a devida permissão, quero pegar a mesma ideia e localizar na discussão escola comum verso escola especial, também presente e parte constante dos relatos apresentados.

 Na ocasião, quando usei a palavra, disse que nas discussões sobre a inclusão educacional das pessoas com deficiência, ainda vejo ideias e práticas que estão afundadas até a medula no velho e já ultrapassado vale de lagrimas das comunidades medievais, profundamente presas nos dogmas religiosos.

 Naquele contexto, os servos viviam presos na terra sob os mandos dos senhores feudais. Em termos comparativos, hoje, muitas pessoas com deficiência ainda vivem prisioneiras de certas escolas especiais e sob os mandos dos dirigentes dessas instituições.

 De fato, a ilustre representante do MP, realmente foi muito feliz quando diz que o Estado brasileiro precisa de um banho de iluminismo.

 De minha parte, por sua vez, estou cada dia mais convencido que na educação das pessoas com deficiência, o Brasil está vivendo "entre o passado e o futuro", tomando aqui emprestado o título de uma obra de Hannah Arendt (1972).

 Infelizmente, para muitas pessoas com deficiência, para muitos educadores de pessoas com deficiência, para muitos familiares de pessoas com deficiência, para muitas autoridades e também para muitas pessoas da sociedade, na educação escolar dessas pessoas, as ideias republicanas ainda estão muito distantes.

 Professor #Enio Rodrigues da Rosa.
 Diretor do IPC.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

3º Encontro de Pessoas com deficiência Visual em Curitiba.

Local: Biblioteca Pública do Paraná - Auditório 2º andar
Data:10/09/20014
Horário: 14h
Tema: "Afetos e Vínculos Familiares"
 Nesta edição será Celebrada a história da luta pelos direitos da pessoa com deficiência  visual, exaltando o que já foi conquistado e relembrando os principais desafios ainda a serem enfrentados.

Confira programação:
14:00 - Recepção e credenciamento para certificação;
 
14:10 - Apresentação musical - cantor Alvaro Ramos; 
14:20 - Palestra "A importância dos vínculos familiares" - Emilene Araújo - Gerente de projetos sociais da Sociedade Bíblica do Brasil; 
15:20 - Apresentação musical - cantor Alvaro Ramos; 
15:30 - Palestra "Qualidade de vida, independência e autonomia da pessoa com deficiência visual: a importância da orientação e mobilidade - Prof. Lilian Biglia do IPC  de Orientação e Mobilidade, palestrante e  consultora em acessibilidade, qualidade de vida, educação, reabilitação e inclusão da pessoa com deficiência visual. 
16:30 -  Sorteios; 
17:00 - Café de encerramento
Entrada franca.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Diretor e Psicólogo do IPC recebem convite: Falar sobre principais barreiras arquitetônicas e obstáculos


No último dia 02/09, o Diretor e Psicólogo do IPC, respectivamente o professor Enio e o psicólogo Ademir, estiveram na reunião da Comissão de Acessibilidade do CEA/PR, realizada nas dependências do Hotel
Caravelli, em Curitiba.

Entre outros assuntos abordados na reunião, o que levou os dois profissionais do IPC até lá, foi um convite para uma apresentação sobre as principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas cegas ou com baixa visão, em relação as barreiras e os obstáculos existentes na sociedade.

Na avaliação do Diretor e do Psicólogo do IPC, esses encontros são importantes, pois são a oportunidade que temos de esclarecer que, do ponto de vista do preconceito e da discriminação, todas as pessoas com deficiência sofrem por igual, mas que, do ponto de vista das necessidades arquitetônicas, nem todas necessitam das mesmas adaptações. Se uma pessoa usuária de cadeira de rodas não pode subir escadas, o mesmo já  não acontece com uma pessoa cega, por exemplo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

PALESTRA EM IVAIPORÃ


Na última sexta-feira, dia 29/08), estive em Ivaiporã a convite do Colégio Estadual Barbosa Ferraz.


Fui lá fazer uma palestra com o tema: "A pessoa com deficiência e o mundo do trabalho".



Fui muito bem recebido e tive a oportunidade de saborear aquela comidinha gostosa que dificilmente encontramos aqui em Curitiba. Fogão à lenha, panela de ferro e outros ingredientes que são próprios lá do interior.



No entanto, o que me deixou mais encantado foi o comportamento dos alunos e professores que estavam participando do seminário.



Na educação, virou um certo modismo nossas reclamações das indisciplinas dos alunos. Normalmente, tidos pejorativamente como "bagunceiros", eles sempre aparecem como a turminha do barulho."



Lá, falei por uma hora e meia e não ouvi um pio, foi um silêncio só, todos prestando muita atenção.



Detalhe: eram 350 adolescentes e jovens entre 14 e 20 anos. Na saída do auditório, todos em filas no maior comportamento.



No final da minha fala, só me restou elogiar à todos e concluir que o problema aparente das crianças, adolescentes e jovens, está muito mais nos adultos que não assumem o seu papel de apontar os limites até onde as crianças, os adolescentes e os jovens podem avançar.



Meus parabéns aos alunos e à equipe do Colégio Barbosa Ferraz.



Curitiba, 01 de setembro de 2014.




Professor Enio.


RESPOSTA do  Colégio Estadual Barbosa Ferraz ao Prof. Enio:


" Caro professor Enio!
Agradecemos suas belas palavras, que são um estímulo para nós. Vamos ler
para os alunos e professores!
Nós partilhamos o mesmo posicionamento: o adulto precisa assumir sua função
de ser alguém que sinaliza o caminho, que educa, que coloca limites. Uma
criança ou jovem que tem muita liberdade está abandonado.
Educar dá muito trabalho! Não é tarefa fácil, mas nà£o podemos nos isentar.
Afinal, somos o adulto na relação, não é?
Diálogo, regras, afeto, limites. Equilibrar tudo isso demanda que tenhamos
muito amor e responsabilidade. E quem lida com pessoas tem que amar as
pessoas.

Desculpe não ter me comunicado antes com o professor, mas no sábado tivemos
o curso do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, com os
professores. Foi muito interessante pois abordamos muitas falas suas, das
nossas conversas da quinta à noite, junto com o professor Ércio e também da
palestra. Foi enriquecedor e contribuiu nos debates sobre o jovem do Ensino
Médio e a questão do trabalho Valeu muito!
Os alunos amaram a palestra! Muito obrigada.
As fotos eu envio assim que o nosso colega organizar. A declaração da
palestra envio junto com as fotos, ok?

Segue um poema do espanhol Gabriel Celaya, que eu acho muito lindo:

Educar
Educar é como colocar motor numa barca
tem que pesar, medir, equilibrar e colocar tudo em marcha.
Mas é confortador sonhar , enquanto se trabalha,
que esse barco, esse menino,
irá muito longe pela água.
Sonhar que esse barco levará nossa carga de palavras
a portos distantes, à ilhas longínquas.
Sonhar que, quando um dia, estiver dormindo nossa própria barca,
em barcos novos seguirá nossa bandeira hasteada!


Um grande abraço:
profª Ângela"